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A importância da presença do pai na educação dos filhos

 

A importância da presença do pai na educação dos filhos

É o pai,aquele que adota também psicologicamente o filho biológico. Não é suficiente ser o provedor, aquele que abastece. É necessário que haja um espaço afetivo reservado na vida do pai, para que o recém chegado possa encontrar acolhida significativa. Sendo o pai aquele que vai significar a autoridade, o controle das emoções; se ele não está de modo significativo na vida dos filhos, poderá ocorrer eventos de impulsividade, insegurança e outros sentimentos encontrados em jovens com distúrbio de comportamento ou indisciplinados de maneira que sofrem prejuízos em suas atividades de vida diária,promovendo desajustamentos e dificuldades de aprendizagem, impedindo trocas saudáveis com sua família e a comunidade

 
Laerte Leite
Psicológo pela Universidade Gama Filho- RJ

 
LUIS EDUARDO - CARDIOLOGISTA
 

N

omes de Brasileiros e corações...

Nas raras horas de folga, em minha residência médica no Instituto "Dante Pazzanese" de cardiologia (SP), eu e um seleto amigo e grande médico de Uberaba, Luiz Antônio Rezende, costumávamos sentar no salão de atendimentos ambulatoriais, bem "junto ao povo" ( sem demagogias...).

O "Dante", com o carinho de quem o conhece, é um hospital totalmente voltado a cardiologia. Seu ambulatório é formado por cinco corredores, naturalmente numerado de 01 a 05. Cada corredor atende a uma determinada patologia, considerando as mais freqüentes das que acometem o coração. Corredor 01: congênitos (que já nascem com a doença); 02: valvulopatias (doença nas válvulas); 03: miocardiopatias (doenças do músculo do coração, como a vergonhosa Doença de Chagas, por exemplo); 04: hipertensão arterial e 05: doenças coronarianas, caso não esteja me traindo a memória ! Pois ali compreendi que os brasileiros recebem seus nomes de acordo com a época em que nasceram, a classe sócio –econômica à qual pertencem e até com os modismos da ocasião. Meu próprio nome, segundo minha genitora, foi-me dado por minha madrinha em função de uma novela de televisão! A ela muito agradeço, pois minha avó paterna gostaria que me chamasse, pasmem, Rogério! Peço desculpas aos Rogérios que por acaso leiam estas bobagens; nada pessoal. Apenas não associo, de nenhuma forma, o meu “fácies” com tão pomposo nome. É de se admirar a quantidade de garotos e garotas, pouco favorecidos economicamente, que estão recebendo nomes estranhíssimos... por fonemas: “Maikou”, “Shhyrrlley”, “Klleydsomw”, “Dayannie” etc. Há um inacreditável fascínio pelas letras Y,W,K e L. Duplo. Mas, voltando ao “Dante”, todos nós dirigíamos a um microfone e anunciávamos por caixas de som o nome dos pacientes e os respectivos corredores onde deveriam ser atendidos. A minha diversão e de meu parceiro era então acertarmos o corredor e conseqüentemente a doença do paciente logo que ouvíssemos seus nomes, antes mesmo da divulgação dos benditos corredores... – Carlos Manoel Lyra, dizia a voz distorcida no aparelho de som : “ coronárias”, dizíamos nós ! – Josefino dos Santos, “miocárdio , parceiro” ( doenças do músculo do coração). – Alberto Souza, , “hipertensão, alagoano”. – Pedro da Silva, “doenças das válvulas, Uberabinha”. – Kelly Diwoneyka, “cardiopatia congênita, irmão”. Nosso acerto era quase 100%!

Ultimamente deparei-me com um nome e logo me chamou à atenção , lembrando-me o “corredor” de nº 05 : Daiane dos Santos. Ocorreu-me seria um dos bebês que a sorte lhe trouxe o coração anômalo já ao nascimento?

Outro dia eu vi na TV e percebi o meu engano: uma negra baixinha, muito forte, com feições tipicamente negras. Nariz, nariz! Dentes invejáveis. Um sorriso tão largo quanto uma fatia de melão e bem alvinho. Não, não é ninguém com cardiopatia congênita. Certamente é uma gaúcha pobre, porém. E as imagens mostravam uma maneira estranha, rápida e nunca vista de jogar-se ao ar, a partir do solo, dando saltos mortais e imortais. Firme e elegante. “Pirueta”. “Bunda-canastra” do Brasil. Única Brasileira a receber medalha de ouro em uma competição MUNDIAL que existe a mais de 100 anos! Suas declarações foram todas com alegria e falando no plural, valorizando o coletivo. Só era o que faltava para minhas lágrimas. Negra linda! Coração saudável brasileiro, que aperta o nosso coração de tanto orgulho. Mas depois , solta devagarzinho, beija com sorriso de melão e cura nossa cardiopatia. Ainda que por instantes...

 

Luis Eduardo
Médico Cardiologista da clínica PREVENCOR

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