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Ação para cobrar reajuste


Ullisses Campbell

A Federação Brasileira dos Hospitais (FBH) vai entrar com uma ação no Ministério Público contra o governo federal por conta da falta de reajuste na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o presidente da FBH, Eduardo de Oliveira, a entidade quer responsabilizar o Ministério da Saúde por um possível colapso no SUS. Ele alega que o serviço médico prestado por hospitais particulares passou a ter qualidade inferior por causa dos valores baixos repassados pelo governo. “A defasagem da tabela compromete diagnósticos e afeta a

qualidade do tratamento médico”, ressalta Oliveira. A polêmica do reajuste da tabela do SUS se arrasta desde a gestão do ex-ministro Humberto Costa. No último dia que esteve no cargo, ele assinou uma portaria concedendo aumento. No entanto, seu sucessor, Saraiva Felipe suspendeu a portaria para avaliar o impacto financeiro da medida. Em encontro com representantes de hospitais privados, Saraiva prometeu dar o reajuste ainda na sua gestão. A promessa não foi cumprida.

Na quarta-feira, os representantes de hospitais privados tiveram um encontro com o atual ministro da Saúde, Agenor Álvares, e receberam dele uma péssima notícia. Ele não fará reajuste da tabela neste ano. Álvares ressaltou que há uma possibilidade remota de aumentar apenas o preço do parto normal. “Estamos revoltados”, revela Oliveira. Na semana que vem, representantes dos hospitais privados vão fazer uma peregrinação em Brasília.

Vão ao Ministério Público Federal, ao Congresso e tentarão uma nova audiência com o ministro da Saúde. Ontem, um grupo de médicos esteve na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados e marcou para a próxima semana uma reunião com parlamentares. Ele fizeram um alerta para o futuro da saúde no país, caso não haja reajuste neste ano. Para se ter uma idéia da defasagem da tabela do SUS, um médico que atende um paciente pelo plano de saúde recebe em média R$ 32. Se o atendimento for particular, a consulta custará cerca de R$ 150. Pelo SUS, o governo paga ao profissional apenas R$ 7,55, em média. “Uma consulta nesse valor não pode ter qualidade”, assegura Oliveira.

Descredenciamento

Segundo a ABH, a rede particular de hospitais é responsável por 62% do todo o atendimento do SUS. A entidade divulgou que a dívida dos hospitais em todo o país passa dos R$ 20 bilhões. “O nosso receio é que, sem reajuste, os hospitais passem a descredenciar serviços. Por isso, vamos entrar com uma ação no Ministério Público”, justifica Oliveira. Desde 2000, os hospitais privados no Brasil vêm desativando leitos do SUS, deixando a população sem atendimento, principalmenteno interior.

Entre 2000 e 2003, por exemplo, a rede pública perdeu 100 mil leitos particulares. Nos últimos dois anos, ocorreram mais 50 mil descredenciamentos. A estimativa da FBH é que em 2006 haja cerca de 60 descredenciamentos. “Não é mais vantajoso para muitos hospitais particulares receber pacientes do SUS”, diz o dono de hospital privado, Haroldo Costa Figueiredo. Em 2005, ele descredenciou do SUS 120 leitos, no interior de São Paulo, por causa dos valores baixos repassados pelo governo.

De acordo com a FBH, os procedimentos que mais estão comprometidos são os chamados “feijão-com-arroz”, que incluem, além da consulta médica, o acompanhamento do paciente durante a internação e procedimentos ortopédicos (traumatologia). Nos laboratórios, os hemogramas simples (exames de sangue) também estão ameaçados. Procurado pelo Correio, o Ministério da Saúde não quis se manifestar sobre o assunto.

Extraoficialmente, o governo informou que não concederá reajuste na tabela do SUS neste ano porque o orçamento 2006, que foi votado e aprovado no ano passado, não previu recursos financeiros para o aumento. “Os donos de hospitais reclamam todos os anos, mas dependem do SUS para sobreviver”, diz um técnico do Ministério da Saúde que não quis se identificar.


Fonte: Correio Web/DF: 15/05/2006

Exame de sangue

O laboratório procura coletar o volume mínimo necessário para a realização de exames de sangue, utilizando microtécnicas. O volume final depende do número e tipo de exames solicitados pelo médico. Crianças pequenas geralmente são dispensadas do jejum, devendo-se procurar coletar a amostra antes da próxima mamada. Se possível, deve-se observar jejum de 8 horas, pelo menos, e coletar a amostra pela manhã. Em qualquer caso, o laboratório deve ser notificado sobre as condições em que se deu a coleta.

Material: Urina para Exame de Rotina

Crianças que usam fralda
Recipiente: coletor de urina infantil
A coleta ideal é a realizada no laboratório. Dar um pouco de líquido para a criança, cerca de duas horas antes, para facilitar a coleta.

Material: Urina para Urocultura e Gram de Gota

Crianças que usam fralda
Recipiente: coletor de urina infantil estéril
A coleta ideal é a realizada no laboratório após antissepsia (limpeza) do local. Dar um pouco de líquido para a criança, cerca de duas horas antes, para facilitar a coleta.

Material: Fezes

Exame parasitológico comum
Recipiente: frasco plástico comum

Se a criança não estiver apresentando diarréia, a amostra pode ser coletada em qualquer horário e conservada em geladeira até a sua entrega ao laboratório.

Retirar uma amostra da fralda imediatamente após a evacuação. Usando uma pazinha, coletar uma porção das fezes, do tamanho de uma noz, e colocar no frasco próprio.

Identificar o frasco com o nome completo da criança e a data.

Exame parasitológico com conservante ("MIF")

Recipiente: frasco plástico com conservante

Quando o médico solicitar o MIF, o paciente deve receber um frasco para cada amostra solicitada.

A amostra pode ser coletada em qualquer horário e conservada em temperatura ambiente por até 5 dias.

Retirar uma amostra da fralda imediatamente após a evacuação. Usando uma pazinha, coletar uma porção das fezes, do tamanho de uma noz, e colocar no frasco próprio (aproximadamente uma parte de fezes e quatro partes de conservante).

Fechar bem o frasco e agitar de modo a dissolver as fezes completamente.

Identificar o frasco com o nome completo da criança e a data.

Teste do pezinho

O Teste do Pezinho geralmente é coletado após 48 horas de vida para permitir que o bebê tenha mamado bastante. Geralmente, orienta-se para a coleta no 5º dia após o nascimento. Contudo, ela pode ser feita no primeiro mês, sabendo-se que quanto maior a demora, maior o risco de danos ao bebê.

O Teste do Pezinho é feito no laboratório ou em domicílio, através de uma picadinha no pé do bebê para a obtenção de sangue "capilar". Pode ser necessária uma segunda picada, caso não se obtenha bom volume de sangue com a primeira. Não é preciso que o bebê fique em jejum.

 

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